Na impossibilidade de dizer o que sinto sobre a vida, eu apenas penso, penso que não posso escrever, nem andar, tão pouco respirar-la, não sinto, só fadigo-a.
Vontade de tremer em cima dela, essa vadia sem nome, esse púlpito sem deus.
Vontade de tremer em cima dela, essa vadia sem nome, esse púlpito sem deus.
Gozar dos seres que imagino que não existem, e só assim posso estar em todos os lugares ao mesmo tempo, nos translados da memória, da poesia sem memória.
Sem passado, no passo dos pássaros anuviados.
Sinto que vejo tudo ao meu redor, é infinitamente belo, dos compêndios, dos convivas que me circundam é só luz e saudade, sem dialética, nada sagrado, nem profano apenas a vontade dos pingos chuvosos, da luz da manhã e o escurecer do dia.
Calemos por um instante
diante de nós mesmos
juntemos um montante
do abraço doloroso do dia
jogue-o pela janela
sem rima, sem prece
finde ali
no guardião das coisas sem sentido
onde moram os ventos, as luzes e o movimento das águas perenes.
Sem passado, no passo dos pássaros anuviados.
Sinto que vejo tudo ao meu redor, é infinitamente belo, dos compêndios, dos convivas que me circundam é só luz e saudade, sem dialética, nada sagrado, nem profano apenas a vontade dos pingos chuvosos, da luz da manhã e o escurecer do dia.
Calemos por um instante
diante de nós mesmos
juntemos um montante
do abraço doloroso do dia
jogue-o pela janela
sem rima, sem prece
finde ali
no guardião das coisas sem sentido
onde moram os ventos, as luzes e o movimento das águas perenes.