Sunday, March 16, 2008

Lhe permito o mundo e a flor
lhe permito à você
à loucura
o Sol e a terra

As virgens e as marias
as ninfas são suas e minhas quando quiser.
Lhe permito o amor que também é meu
os risos
devaneios e excessos

Permito a fartura
e se lhe faltar não será mais que signos.
pois terá também o céu e o Inferno
Terás o choro e meu abraço farto
os pés descalços e um pouco de palavra
Para viver assim sem fim.

Saturday, March 08, 2008

Na maioria das vezes que passo pela Praça da Sé ou República em São Paulo, me lembro dos Egípcios. Meu professor de química do primeiro ano de cursinho dizia que os egípcios utilizavam a “urina” para desinfetar e limpar suas roupas e outros utensílios. Contou-nos que o processo era simples, eles armazenavam uma quantidade de urina em um local e a deixavam secar, dali surgia um composto químico que auxiliava na limpeza das roupas - desculpe-me a falta de precisão nos argumentos é que eu não lembro o nome do composto na integra. Mas se verdade ou não o que fica sempre no ar é o odor do centro velho.

Centro este lugar de turcos, alemães, angolanos, italianos, japoneses e brasileiros na sua maioria tresloucados, insanos, mendigos, desempregados -por opção ou vitimados- marginais, vendedores de ouro, ladrões do mesmo ouro, evangélicos aos montes, católicos, budistas, franciscanos e umbandas. Coloque-os em um liquidificador de despeje na Sé ou República (não esqueça de untar bem antes a panela)
Às vezes imagino –lá para as 23:00 da noite - que deve existir uma cidade secreta por debaixo do centro velho de São Paulo, pra onde vai tanta gente assim? Esses acima, com aparência dos “Sem casa” “Sem comida” “Sem tudo”. No final do dia quando anoitece e essa galera em sua maioria simplesmente desaparece, fica aquele vazio, um monte de concreto carregado de gritos e lamentações.

Mas o senhor” Kassab”, por influência do Senhor “José Serra” e esse por sua vez pelo Sr. Alkimin, pupilo do Mario Covas, está tentando revitalizar o centro velho. Criando áreas Anti-Mendigos, regurgitando os nordestinos da cidade dando-lhes 3 mil reais e mais a passagem para manda-los de volta para casa , está expulsando famílias de prédios abandonados para oferecer de mãos beijadas às operadoras de telemarketing e prestadoras de serviço, sem respeitar a moralidade humana, deixando a margem mais uma parcela da sociedade sem ao menos, dar-lhes esclarecimentos minimamente plausíveis pela reiteração de posse dos imóveis.

Pois bem “Então voltemos à história dos subúrbios”