Friday, October 16, 2009
Thursday, September 24, 2009
Coisas de criança...
- Mãe ele é criança?
-Ele quem filha.
-Ele ali ó, perto da porta.
-Não ele não é criança não, ele é gente grande.
-Mais ele não grande mãe, é do meu tamanho olha – e a menina fica em pé.
-É que ele é anão filha.
-Nanão...?
-Não, nanão não, A-NÃO.
-A-não... mãe, e o que significa anão?
-Ah Isabela, anão, anão significa essas pessoas que não crescem como a gente, tem problemas genéticos.
-Nossa, nunca tinha visto um nanão.
-Anão Isabela, é anão.
-Tsc, isso anão.
-Eu sou anão mãe?
-Eu acho que não né filha , olha seu tamanho – Risos da mãe.
-A vovó é anão mãe?
-Não Isabela a vovó é baixinha mesmo – Mais risos da mãe.
-Entendi, então ta né, gostei dos nanãos, quer dizer A-NÃOS!!
-Não filha o certo é anões...
-Humm...NA-nões...
Wednesday, September 09, 2009
É impressionante que quando acabo de rele-los não sei se o autor é criança, adulto, homem ou mulher, se é flor, se é mar, ou bicho, ou livro, se é terra, se é céu ou palavra, mais que no fundo ele só pode ser poesia.
Então selecionei as melhores perguntas dentro dos poemas deste livreto, na minha concepção obviamente.
Com vocês um pouco do “Livro das perguntas” de Pablo Neruda.
1.
Por que os imensos aviões
não passeiam com seus filhos?
2.
Por que as árvores escondem
o esplendor de suas raízes?
3.
Quantas igrejas tem o céu?
4.
O que é que irrita os vulcões
que cospem fogo, frio e fúria
5.
Quantas perguntas tem um gato?
6.
As lagrimas que não se chora
esperam pequenos lagos?
Ou serão rios invisíveis
que escorrem ate a tristeza?
7.
Mas por que não se convence
a quinta ir depois da sexta?
8.
Como se chama uma flor
que voa de pássaro em pássaro?
9.
Amor, amor aquele e aquela,
se já não são, para onde foram?
10.
E quando se muda a paisagem
são tuas mãos ou tuas luvas?
11.
Então não era verdade
que vivia Deus na lua?
12.
Há lugar para uns espinhos?
perguntaram à roseiras.
13.
Por que não recordam os velhos
as dívidas nem as queimaduras?
14.
Onde encontrar um sino
que soe dentro dos teus sonhos?
15.
Há quem posso perguntar
o que fazer neste mundo?
16.
Há algo mais tolo na vida
que chamar-se Pablo-Neruda?
17.
Por que fazem em Londres
congressos de guarda-chuva?
18.
E por que o sol é tão mal amigo
do caminhante do deserto?
19.
São pássaros ou peixes
nestas redes da lua?
20.
Sofre mais o que espera sempre
que aquele que nunca esperou ninguém?
21.
Onde está o menino que fui
segue dentro de mim ou se foi?
22.
Por que não morremos os dois
quando minha infância morreu?
23.
E como se chama este mês
que está entre dezembro e janeiro?
24.
Por que não nos deram extensos
meses que durem todo ano?
25.
E não naufragam os veleiros
por um excesso de vogais?
26.
Lançam fumaça, fogo e vapor
os o das locomotivas?
27.
Em que idioma cai a chuva
sobre cidades dolorosas?
28.
Um dicionário é um sepulcro
ou um favo de mel?
29.
Como se chamam os ciclones
Quando não tem movimento?
30.
Qual o trabalho
forçado de Hitler No inferno?
Wednesday, August 19, 2009
Exemplo bom conta meu pai, uma vez me disse que ter conhecido um cara, com o nome que não me recordo agora, só sei que o cara tinha uma mania de brabeza, pois quando ia para o bar e pedia uma pinga, já na segunda dose o cidadão ia mesmo era comendo o copo e tudo. Danado esse cara, só quem não gostava muito era o dono do bar.
Eu também conheci alguns, todos de uma variância absurda, uns mais outros menos.Porém cá pra nós que tudo nesta vida sempre tem o cara que é o primeiro do Top 5 –convenhamos ser top 5 de alguma coisa já é difícil que dirá ser o primeiro. Pois bem.
Esse camarada na época que conheci tinha seus 12 anos de idade, se chamava... não sei o que. Confesso que o nome dele me falta até hoje, mais sei que o MUNDO chamava-o de Fiu, isso Fiu, escrito com U, que assim como o nome não sei da onde veio esse raio de apelido.
Que seja, o fiu era um moleque meio zureta mesmo, quando colocava uma coisa na cabeça, não tinha quem a tirava, e quase sempre ele apanhava pelas coisas que fazia.
Ele gostava mesmo era de testar os limites – hoje penso que foi a televisão que deixou fiu daquele jeito, ele era de uma família viciada em televisão.
Umas das primeiras que me recordo foi o dia em que
ele(o fiu) me confessou “vou parar de beber água só para ver até quando eu guento”
E eu já esperando o pior lhe falei “você é louco mesmo né moleque, só te falo uma coisa não esteja do meu lado quando você morrer desgraçado”
E foi, essa criatura ficou um, dois, na metade do terceiro dia a peste desmaiou, coisa que já era certa né, e sua mãe desesperada não sabia o que fazer, e claro ela veio bufando pro meu lado, e eu falei, falei mesmo, se não falasse,
ele ia mesmo era morrer. E quem ia apanhar dessa vez era eu, como já diz o ditado “
Quem deita com cachorro com pulga levanta”.
E foi que fiu teve que beber muita água, desidratado feito uma minhoca seca, com cara de maracujá velho, e foi que depois apanhou na mesma proporção da quantidade de água que ingeriu.
Mais olha que ele parecia um viciado sabe, ficava bem sem aprontar dessas coisas, mais logo caia na desgraceira de novo, era no máximo 6 meses e pronto tava lá fiu armando alguma idiotice de novo.
Certa vez foi do contrário que sucedeu, ele fez depois me contou, claro com medo que eu desse com a língua nos dentes antes plano tresloucado do cidadão. Foi que num dia me dei conta do sumiço de fiu, não aparecia no campinho a uns dois dias, fui ter com a mãe dele para saber, ela me disse em palavras bem graúdas assim “SUMIU no mundo, ninguém sabe onde o moleque se meteu, estou desesperada, já liguei até para o IMLvirou um peido” -como diz até hoje a senhora minha mãe.
Ninguém sabia onde estava fiu, era fiu para cá, fiu para lá. E acontecia assim mesmo, quando você menos esperava ele executava suas idéias brilhantes.
E ninguém que achava o fiu, foi quando três dias depois eis quem surge de carona em uma camionete, ele mesmo o triunfal Fiu “Cavaleiro da esperança” e como de costume apanhou de novo, depois da coça fui visitá-lo – que claro estava de castigo, por tempo indeterminado Disse em voz baixa que “Queria saber o quanto ele agüentava andando sem parar.
Isso é lá idéia de gente com suas boas faculdades mentais? Não, não é.
Depois dessa fiu ficou um pouco sossegado, mesmo porque essa foi pra acabar. Já pensou andar até cansar, e se o diabo do moleque não conseguisse carona, ia definhar a beira da estrada até a urubuzada fazer seu banquete. Pois bem.
E já tinha um tempão que fiu não aprontava nada, um tempão mesmo, excedeu a marca de seis meses, mais sabe-se que quando a esmola é demais o Santo desconfia, e coisa boa a peste do moleque não estava fazendo, foi que coloquei fiu na parede e perguntei, “ e ai fiu que se ta aprontando dessa vez”
Ele muito secretamente me confessou “ Estou xingando as pessoas em pensamento” e eu como de costume não estava entendendo absolutamente nada, e ele continua “ é quero saber se alguém sabe mesmo ler pensamento, essas coisas que dizem na televisão, e a única forma que eu achei de provar, era xingando, e se a pessoa achar ruim, querer me bater tcharannn, o cabra leu meu pensamento, melhor leu meu xingamento”
Eu fiquei horrorizado com aquilo tudo, como esse ser pode pensar tanta bobagem, mais quer saber, até fiquei aliviado, pois das que ele tinha no currículo essa era a mais leve de todas.
Só perguntei a ele se ele já havia me xingado e disse sim e que não era para ficar chateado com isso, mais só não ia dizer qual era i impropério, relevei mais uma vez suas loucuras em prol nossa amizade.
O período escolar estava quase chegando ao fim, e vínhamos em um embalo só naquele ano, notas boas, sem confusão, pouca falação, pelo que via o presente seria bom no natal.
Contudo foi em uma tarde de novembro, dessas que a gente não sabe mais por onde suar, foi que vi uma multidão de gente em frente ao portão da escola. Era faxineiro, meninas, meninos, secretaria, professor e até gente a toa na rua vinha ver o salseiro que se juntara ali.
E eu como bom curioso que sou fui ter com a aglomeração, e eis quem surge no meio do furacão, isso mesmo, era Fiu em carne osso, em todas as cores possíveis, melhor dizendo em uma cor só, vermelho de tanto tomar porrada, para encurtar a história, fiu tomou pancada de uma turma do 1º colegial (pois naquele tempo ainda era tudo junto) só sei que depois de muito custo consegui tirar o infeliz de lá, e claro louco para dar uns tapas nele também, mais me segurei. Perguntei a ele o que havia acontecido, ele disse todo feliz e esfarrapado de tanta pancada “Sabia que era verdade, existem pessoas que lêem pensamento”
O que acontecera na verdade foi que fiu foi xingar em pensamento o menino mais briguento da escola Zé Elias, e realmente xingou, porém infelizmente não foi apenas em pensamento, mais em alto em bom som – e nem se dera conta disso -o bastante para sua classe inteirinha ouvir, gritando bem assim (segundo relatos colhidos por mim em seguida) “Zé Ilias seu FÉLA DA PUTA, FI DUMA ÉGUA!!!
E foi então que fiu, esse grande filósofo, universalista do meu tempo descobriu enfim que existem pessoas que leem pensamento como nos filmes na TV. Grande Fiu top 5 da estranheza.
Monday, July 13, 2009
Antes de dormir não esqueça de:
Fazer xixi
Limpar os pés
Lavar as mãos antes de comer
Trocar a cueca diariamente
Cortar o cabelo
Ir a escola
Arrumar um trabalho
Beijar uma garota (o)
Transar com alguém.
Antes de dormir:
Estenda a toalha no varal
Plante uma arvore
Faça um filho
Escreva um livro
Case
Compre uma casa, um carro
Tenha um jardim
Não engula os chicletes
Não arrote perto dos convivas
Não peide
Não durma tarde
Não acorde tarde
Respeite seus pais
Aliste-se no serviço militar
Vote
Complete o 1° 2° 3° grau
Ouça música
Não coloque o dedo no nariz
Seja educado
Pratique um esporte
Coma verduras e frutas
Passe desodorante
Protetor solar
Bronzeador
Tome doril
Tenha um e-mail
Abra seu e-mail
Guarde dinheiro no banco
Apague a luz quando sir
Faça a barba
Leia livros
Veja filmes europeus
Fique antenado
Finja-se inteligente
Troque os sapatos
Não esqueça dos aniversários
Não fale palavrão
Não risque a carteira
Faça a lição de casa
Fale inglês, francês e espanhol
Esqueça o português
Seja o melhor da sua turma
Beba coca-cola
Tenha princípios
Caráter
Seja honesto
Nas férias vá a praia, cachoeira ou no clube
Beba muita água
Acredite em Deus ou alguma coisa
Acredite em você mesmo
Tenha um partido
Um time do coração
Faça um crediário
Vá a Bahia
Rio de Janeiro
Mina Gerais
Guarde seus canhotos
Notas fiscais
Manuais
Convites de casamento
Anotações em guardanapo
Limpe sua gaveta cheia dessas coisas
Aprenda a dirigir e tire sua habilitação
Identidade
Certidão de nascimento
Diploma da faculdade
Aprenda a andar de bicicleta
Pare de brigar
Proteja a natureza
Salve a natureza
Preserve a natureza
Agite antes de beber
Não dirija antes de beber
Se beber não dirija
Faça silêncio
Use camisinha
Desligue seu celular
Compre um computador
Tenha um hotmail
My space
Googletalk
Twiter
Orkut
Suba um degrau da lotação
Compre seu bilhee antecipado
Reserve sua hospedagem
Não entre sem bater
Abaixe o volume da televisão
DESLIGUE A TELEVISÂO
Não atrapalhe o embarque e o desembarque dos demais usuários
Utilize o corredor
Não ultrapasse a faixa amarela
Antes de dormir , por favor, não esqueça de escovar os dentes...
Monday, April 27, 2009
Wednesday, January 21, 2009

É pelo tempo e para o tempo que vivemos.
e é assim, as medidas deste tempo vêm com as coisas que nos acompanha, o caderno, a agenda, o violão, a cama no canto do quarto dada pela a Avó é mais cortante ainda, é o acúmulo que sobressaí na imagem.
“O quadro amarelo, da família amarela, dos dentes dos parentes amarelos pregado na parede já amarela são as coisas”.
Ficam para trás ventos, lamentos de tempos que “agora” há muito é pretérito, com ele, as formas em coisas, coisas com palavras, que sentimos a medida da velhice.
do elefante que retorna ao lugar do nascimento, e no caminho vê tuas árvores, as árvores do mundo, do tempo que passou com seus e outros filhotes, curou feridas, sentiu sede e saciou essa sede, chorou por dentro a morte e o nascimento de um irmão, o elefante de rugas profundas nas orelhas, viu em outros animais aquilo que queria e que não queria ser, arrastou-se pelas savanas secas em busca da terra prometida pelo Deus e sobreviveu
E a curiosidade do novo, os excessos dos seres que apetecendo por segundos vale pouco segurar o tempo.