
É pelo tempo e para o tempo que vivemos.
e é assim, as medidas deste tempo vêm com as coisas que nos acompanha, o caderno, a agenda, o violão, a cama no canto do quarto dada pela a Avó é mais cortante ainda, é o acúmulo que sobressaí na imagem.
“O quadro amarelo, da família amarela, dos dentes dos parentes amarelos pregado na parede já amarela são as coisas”.
Ficam para trás ventos, lamentos de tempos que “agora” há muito é pretérito, com ele, as formas em coisas, coisas com palavras, que sentimos a medida da velhice.
do elefante que retorna ao lugar do nascimento, e no caminho vê tuas árvores, as árvores do mundo, do tempo que passou com seus e outros filhotes, curou feridas, sentiu sede e saciou essa sede, chorou por dentro a morte e o nascimento de um irmão, o elefante de rugas profundas nas orelhas, viu em outros animais aquilo que queria e que não queria ser, arrastou-se pelas savanas secas em busca da terra prometida pelo Deus e sobreviveu
E a curiosidade do novo, os excessos dos seres que apetecendo por segundos vale pouco segurar o tempo.
1 comment:
Eu tenho medo do tempo. Das rugas, das faltas, das saudades, dos sonhos desfeitos, do acaso, dos imprevistos destruidores de caminho...
Tenho certo medo das surpresas do tempo. E dessa rapidez com que tudo insiste em passar. Passar. Passar...
Mas isso de morrer ser preciso. Verdade verdadeira. A iminencia do fim, nos faz querer viver. E fundamental mesmo é querer, insistir.
E se te tenho do meu lado, todo tempo, quanto tempo for preciso, há de ser bom ver tudo passar...
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