Wednesday, January 21, 2009



É pelo tempo e para o tempo que vivemos.

e é assim, as medidas deste tempo vêm com as coisas que nos acompanha, o caderno, a agenda, o violão, a cama no canto do quarto dada pela a Avó é mais cortante ainda, é o acúmulo que sobressaí na imagem.

“O quadro amarelo, da família amarela, dos dentes dos parentes amarelos pregado na parede já amarela são as coisas”.

Ficam para trás ventos, lamentos de tempos que “agora” há muito é pretérito, com ele, as formas em coisas, coisas com palavras, que sentimos a medida da velhice.

do elefante que retorna ao lugar do nascimento, e no caminho vê tuas árvores, as árvores do mundo, do tempo que passou com seus e outros filhotes, curou feridas, sentiu sede e saciou essa sede, chorou por dentro a morte e o nascimento de um irmão, o elefante de rugas profundas nas orelhas, viu em outros animais aquilo que queria e que não queria ser, arrastou-se pelas savanas secas em busca da terra prometida pelo Deus e sobreviveu

E acho razoável pensar que das palavras que ouvimos, dos cheiros que ficaram tudo se acúmula para o fim, morrer é preciso, a existência da morte é necessária para vivermos

E a curiosidade do novo, os excessos dos seres que apetecendo por segundos vale pouco segurar o tempo.

É uma pena que o crocodilo que faz tic-tac nos consuma aos poucos, segundo a segundo, fazendo a gente viver mais e mais e mais para um dia a gente só deixar...