Bom, é hora de confessar algumas coisas sobre minha existência, e para começar venho a público declarar minha inutilidade funcional. Explicando em miúdos, não sou bom em nada na vida, mais ou menos naquilo, meia fôia naquilo ali, dá pro gasto naquela outra coisa ali.
Sabe, não é que eu depois dos 26 anos vou fazer “draminha” com a vida -à essa altura do campeonato já não pega muito bem- nem tenho muita envergadura para os “ismos” do universo, niilismo, existencialismo, e tão pouco faço parte dos bacamartes da vida que ficam no canto ali reclamando que “nada na vida da certo para mim” (do desenho animado Bacamarte e Chumbinho, fui lá no fundo do baú agora não foi)
E muito embora depois de publicado este tópico, virá uma galera dizendo “Você tem um monte de outros talentos” ou “Você não sabe como és especial” ou até mesmo “Veja como você escreve bem!”, sejamos realistas vai.
O fato é que eu nasci gauche mesmo, daqueles que nada vai muito além do óbvio, e quer saber, eu até já acostumei.
E lá vai a lista não completa da minha inutilidade, não sou bom em informática e nem em tecnologia como pessoas da minha geração, tenho poucas inclinações para arte, não sei desenhar, toco um violão que chora de raiva quando o pego. Fotografia? não entendo pacas, olho, olho de novo, olho mais uma vez, e para ter certeza que não entendi, olho mais uma vez e caio na real, “pois é...muito legal”
Matemática, sou um imbróglio, pouca aptidão com os números (o vestibular que o diga hunf), a gramática não menos que a última,um malogro, espero ansiosamente a reforma ortográfica que está por vir ai-como dizem as más línguas- no ano que vem.
Mas na verdade o que me conforta é que como já diz o velho ditado-que eu não sei se é velho tão pouco ditado- “Se você acha que canta mal, não esquenta, tem sempre alguém que canta pior que você”.
Mais quer saber, o importante é ter saúde não é mesmo?.
Obs: - Que fique bem claro uma coisa, isso não se estende ao âmbito amoroso conjugal tá.
Wednesday, July 30, 2008
Tuesday, July 22, 2008
Seria cômico se não fosse trágico
George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca.
Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 200 milhões de muçulmanos e 1 dentista,
responde Bush.
O convidado parece confundido e pergunta:
- Um... dentista? Por que é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
- Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos.
George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca.
Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 200 milhões de muçulmanos e 1 dentista,
responde Bush.
O convidado parece confundido e pergunta:
- Um... dentista? Por que é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
- Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos.
Friday, July 11, 2008
Essa carta foi encontrada casualmente em um banco de ônibus na cidade de São Paulo no ano de 1998 e está sendo publicada só agora, passados dez anos.
E por que publicar uma carta achada no ônibus? Simplesmente pelo seu conteúdo desesperador, lúdico e poético, ninguém em suas piores faculdades mentais escreveria tal carta, ou melhor, escreveria com tanta maestria e não a entregaria.
Um homem e um dilema, um amor que transgride a pele entra nos olhos ficando ali guardado, com o peito marcado a ferro.
01 de Dezembro de 1998, Terça Feira
Deite-me ontem às 21:00, novamente com o nó na garganta usual que me dá quando me vem o choro, tive que recorrer ao papel e a caneta, no entanto não escrevo com a finalidade de espantar os demônios que me afligem constantemente, vim escrever a ti.
Sinto-me cansado desta vida Senhorita, cansado de tudo que não acontece, que só permanece em si um púlpito estático.
São dias tão longos que passo sem conhecer- te, sem saber o tom doce da tua voz, a maciez de tua pele ou mesmo dos passos que tão lindamente dá.
Tamanha é a carga que carrego que deixaste de ser amor ou paixão que sinto por ti, hoje está transformado em loucura, há muito tenho tocado a loucura, e percebo que já não existe mais volta pelo caminho que tenho andado, não culpo-a, culpo as circunstâncias, o tempo e o malogro que me persegue.
E eu pensei que poderia livrar-me da solidão natural da velhice que persegue os boêmios, ledo engano, de tantas mulheres que se deitaram em minha cama, nenhuma se quer trouxe tanto enervamento e fervilhar da face como tu.
E hoje quando sentas ao me lado no coletivo calo-me, sufoco-me e tento não ver a aliança que por muito tempo quis não acreditar anunciar um outro homem em tua vida, e que de fato passados esses 7 anos de nossa muda rotina talvez ele te faz feliz a sua maneira.
Ocorre-me então que não há fuga que me cure, tão pouco suicídio que me mate de verdade para esquecer este amor tão sagaz.
Findo-me aqui com uma angustia eterna de uma decisão que só saberás quando não me ver mais, mesmo sabendo que isso é indiferente para ti e não a mim.
Decidi, vou trocar meu itinerário...
E por que publicar uma carta achada no ônibus? Simplesmente pelo seu conteúdo desesperador, lúdico e poético, ninguém em suas piores faculdades mentais escreveria tal carta, ou melhor, escreveria com tanta maestria e não a entregaria.
Um homem e um dilema, um amor que transgride a pele entra nos olhos ficando ali guardado, com o peito marcado a ferro.
01 de Dezembro de 1998, Terça Feira
Deite-me ontem às 21:00, novamente com o nó na garganta usual que me dá quando me vem o choro, tive que recorrer ao papel e a caneta, no entanto não escrevo com a finalidade de espantar os demônios que me afligem constantemente, vim escrever a ti.
Sinto-me cansado desta vida Senhorita, cansado de tudo que não acontece, que só permanece em si um púlpito estático.
São dias tão longos que passo sem conhecer- te, sem saber o tom doce da tua voz, a maciez de tua pele ou mesmo dos passos que tão lindamente dá.
Tamanha é a carga que carrego que deixaste de ser amor ou paixão que sinto por ti, hoje está transformado em loucura, há muito tenho tocado a loucura, e percebo que já não existe mais volta pelo caminho que tenho andado, não culpo-a, culpo as circunstâncias, o tempo e o malogro que me persegue.
E eu pensei que poderia livrar-me da solidão natural da velhice que persegue os boêmios, ledo engano, de tantas mulheres que se deitaram em minha cama, nenhuma se quer trouxe tanto enervamento e fervilhar da face como tu.
E hoje quando sentas ao me lado no coletivo calo-me, sufoco-me e tento não ver a aliança que por muito tempo quis não acreditar anunciar um outro homem em tua vida, e que de fato passados esses 7 anos de nossa muda rotina talvez ele te faz feliz a sua maneira.
Ocorre-me então que não há fuga que me cure, tão pouco suicídio que me mate de verdade para esquecer este amor tão sagaz.
Findo-me aqui com uma angustia eterna de uma decisão que só saberás quando não me ver mais, mesmo sabendo que isso é indiferente para ti e não a mim.
Decidi, vou trocar meu itinerário...
Tuesday, July 01, 2008
Havia anunciado a morte dese blog, mais não resisti...
Duas vozes falando do mesmo olhar.
“Querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela”
Fernando Aniteli
“A fome tem uma saúde de ferro, forte como quem come, capaz de derrubar um homem”
Jorge du Peixe
" Senti a fome com um gosto de ferrugem que atormentava minha garganta e a cabeça"
Autor sem importância
Duas vozes falando do mesmo olhar.
“Querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela”
Fernando Aniteli
“A fome tem uma saúde de ferro, forte como quem come, capaz de derrubar um homem”
Jorge du Peixe
" Senti a fome com um gosto de ferrugem que atormentava minha garganta e a cabeça"
Autor sem importância
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