Wednesday, January 31, 2007

Ando tão sem assunto ultimamente que me envergonho de tal situação. Não, mentira não me envergonho coisa nenhuma, mas isto aqui vicia, no entanto não me penitenciarei por criar mais um vico em mim.
Deixo eles se apropiarem das caus justas e injutas da minha vida, e que seja.....


Há muito tempo atrás escrevi no fundo da memória...


Declaro, para os devidos fins, que sinto e não nego o que descrevo abaixo. Num impulso poético dedico minha declaração aos homens e mulheres que consto na minha adega secreta: Hugo Chávez, Chico Buarque, Fidel, Saramago, Kafka, Sartre, Albert Camus, Nietzsche, Machado, Quantana, Leminsk, Darcy ribeiro, Irmãos Villas Boa, Paulo Sérgio Pinheiro, guerrilheiros do Araguaia, mendigos de São Paulo e Rio, causadores dos incêndios do suburbío de Paris, Gandhi, Celso Martinez, militantes do MST, , àqueles que trabalham ano inteiro para construir o Brasil.

Livres, rasgando o céu insolitamente azul-mesmice, as palavras voam como pombos: graciosas, mas transmissoras de doenças. Juntamos umas às outras para criar a parafernália da mentira, do espetáculo. A Arte não pode ser um narcótico. Temos que enfrentar as raízes de tudo. Eis a Arte: "ser humano, demasiadamente humano". Não posso me conformar com a dor. Quero enfrentá-la em arena despida de esterias e gritos. No silêncio de uma noite enluarada; na sensação refrescante de um dia chuvoso regado a vinho. Não quero ousar procurar jogar na lata de lixo o que há de mais nobre na raça humana: ser humano. Ser livre e poder ser poderoso quanto ao destino. Às escolhas a nossa cortante força, potência máxima de desafiar a mentira: escolhemos o que queremos ser. As consequências são apenas atos a mais na incrível peça. Que se dane a morte, quero vida. Por que carrego no meu peito tanta neurose? Por que sou preso a tantos emaranhados inescrupulosos? Somos desgraçados porque queremos. Mesmo que tenhamos que enfrentar nossas criaturas, sim, nossas mais belísticas criações que militam contra a nossa própria felicidade. Lembrando-me do André: que se foda as cercas, os feudos, as muralhas, os muros! Quero admitir que a vida deve ser a seiva que corre nas minhas veias. E veias abertas ao sangue de toda a humanidade.
Quero beijar a vida. Com meu idioma, minha língua cheia de tesão lambê-la todinha. Sugar dela todo o gosto, todo o sabor. Não fomos feitos sob a tutela da moldura da dor. Somos felizes porque somos considerados imorais, amorais. Não concordamos com tudo porque reconhecemos que nada está pronto. Tudo deverá ser construído a quantas mãos estiverem juntas no processo. Não somos subversivos. São subversivos aqueles que militam contra a liberdade.

Monday, January 29, 2007

O antagonismo formal dos seres inanimados da segunda feira de manhã, na aurora buçal da fábula sem nexo.


Dialogo 1


-e ai mano firmeza?
-firmeza.
-E o final de semana, tranquilo.
-Nossa nem te conto malucão fui numa festa...vixe!!, dispiroquei, tomei váááárias, conheci uma mina que sê disacredita.
-É memo?
-Sério, mais se liga a mina bebeu de mais, vomitou todo carro.
-Ai é sem chance, (toca o sinal) Vamu aê.
-Vamu.



Dialogo 2


-Amên irmão.
-Amêêên irmãozinho, como vai essa força?
-Tudo na santa paz do nosso senhor, por que sem ele não somos nada né.
-verdade.
-Irmão peguei dois cultos ótimos neste final de semana...
-É mesmo, onde irmão?
-Um na central, e outro lá no jardim novo éden
-Glória a deus irmão....(toca o sinal)
SÓ UM LEMBRETE


Sobre pessoas que não vêem, que não se vêem, que olham para outro lado através uns dos outros. Esperam, planejam sem sair do lugar, até que percebem que não sabem quem está ao seu lado. Estão cegos para a sua própria vida, que continua a passar. E há um corpo que não espera, que é a nossa medida do tempo, do tempo que ja vivemos, do tempo que talvez ainda nos reste.


"Nesta corrida que todos os dias nos precipita um pouco mais para a morte, o corpo guarda as marcas desse avanço irreparável".

Albert Camus, O Mito de Sisifo

Thursday, January 25, 2007

A vida é bonita e estúpida. Bonita pela impossibilidade de dizer o que ela significa, mas estúpida porque me obrigam a dizer o que faço dela.

Tuesday, January 23, 2007

Remexendo minhas xerocópias sobre antropologia encontrei esse belissímo texto do Antropologo Lincon, fiquem a vontade.



"O cidadão norte-americano em seu café da manhã", Ralph Linton, antropólogo.

“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”

Sunday, January 21, 2007

O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a industria deu um significativo salto.
É neste mesmo período que se consolida as esferas “Hegemônicas” nacionais. No âmbito governamental deste triangulo tínhamos o “Marechal Teodoro da Fonseca”, isso mesmo o senhor dos combates, que derrotou o levante dos militares contra o fechamento da assembléia e contra a posse do próprio.
Como de costume o Brasil e toda América Latina apesar das confluências políticas e sublevações sociais, não deixava de respirar ares primitivos, monocultor, uma republica não representativa e por fim as mesmas oligarquias de hoje estavam lá em outrora, maniqueísta como nunca.
Nesta mesma época era construída em são Paulo o marco do desenvolvimento, onde seria no futuro -ou seja hoje- o epicentro da economia nacional, lugar onde mandam e desmandam, fazem ou mandam fazer, lugar da especulação financeira, um “Monstro chamado Ego city”, “São Paulo”.
Além de São Paulo, vinha de carona o Rio de Janeiro e sua “Avenida Rio Branco” junto com suas características de Jardim do Éden, e Minas Gerais, que formada de uma Burguesia Elitista de puro ouro e diamante aspirando ideais ilumistas vindos da Europa, representava a última ponta do tridente.
Hoje passados quase de cem anos após a queda da “Política Café com Leite”, os três estratos mais representativos das oligarquias brasileira, sucumbi.



São Paulo, sexta-feira (12) abriu-se uma cratera que tragou carros e caminhões que estavam estacionados na região de Pinheiros (Zona Oeste). E este é um “símbolo da metrópole que exalta o individualismo, pisoteia o bem comum e avança célere rumo à autodestruição”.

Minas geais, última quarta-feira um acidente provocou o vazamento de pelo menos 2 milhões de metros cúbicos de lama no córrego de Bom Jardim, que deságua no ribeirão Fubá, no município de Mirai, a 335 quilômetros de Belo Horizonte, na região da zona da mata em Minas. A lama invadiu as ruas de Mirai e de municípios vizinhos e paralisou as atividades na área atingida e ameaça ainda alguns municípios da região noroeste do Rio de Janeiro que ficaram sem água.

Por favor gritem aos ouvidos do Senhor Governador do estado de Minas Gerais, que já não são tão gerais assim, mais sim parciais, fragmentadas, nas mão de empresários irresponsáveis, ou responsáveis, por que se a tarefa era destruir, eles conseguiram.

Rio de janeiro, O governador do Rio, Sérgio Cabral, estará às 7 horas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar, na Sulacap, onde estão alojados os integrantes da Força Nacional de Segurança. A tropa será apresentada formalmente ao governador. Os homens são comandados pelo coronel Aurélio Ferreira, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, e usarão 52 viaturas para patrulhar 19 pontos de divisa do estado.
Ta tudo bem, irão falar que no Rio isso é normal.

E as Oligarquias ainda estão por ai meu amigo, se espreitam, rastejam, se escondem de você, não por medo, mas por covardia, atacam pelas costas. Então tenha os olhos bem abertos, duvide de tudo , até mesmo deste Blog.

Tuesday, January 16, 2007

Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não o tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperança nem saudades...que posso presumir da minha vida de amanhã, Senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, Até através da minha vontade...não quero mais da vida do que senti-la perder-se Nestas tardes imprevistas

Fernando Pessoa

Sem comentários...

Wednesday, January 10, 2007

Galinha não bota só ovo, gera energia também
Bancos lucram 40% mais que no ano passado
Matou passageiro que também não tinha um vintém
Desenvolvida nova variedade de arroz irrigado
Projeto Fome Zero está apagado, amarelado
Dólar cai, bolsa sobe: mercado vibra adoidado
Serra corta mal pela raíz: vai dar desconto no IPTU
Continua intacto glamour da Daslu
Lula confiante com resultados da economia
Querem colar Geraldo Alckimin no JK
Cientistas vão criar gato que não mia
Empresas buscam a igualdade entre os sexos
57% dos lares em SP são sustentados por mulheres
Funcionária dos Correios nos EUA age sem nexo
(mata 6 e se suicida)

Portugueses vão investir na linda praia de Porto de Galinhas
Italiano é preso em Fortaleza por gerenciar prostituição infantil
Morre em Canapé o ídolo do Vasco de Sergipe, o Bill
Poluição em São Paulo provoca asia
Augusto dos Anjos bate recorde em vendagem de poesia
(mesmo morto)

Morre James Brown
80% da população carcerária nos EUA é negra
Davos debate a riqueza

Quem passou aqui primeiro, no Pará, foram os vikings
Mulher que tentou afogar filha na Lagoa da Pampulha é presa
Mesmo endividado, Corinthians compra jóia para Teixeira
A humanidade continua sendo, ainda, rebanho sem beira nem eira.

Tuesday, January 09, 2007

As três coisas que eu mais gosto nesta vida são: acordar no sábado de manhã e tomar um belo café; conversar com uma mulher bonita e inteligente; e defecar.

Wednesday, January 03, 2007

Que burrice a minha.
E eu que pensei em Fernando Pessoa como o surpreendentemente nilista, vendo melhor de cima observo que não passa de um pedaço de coração fundindo na caldeira do sonho.
E constantemente ele faz isso comigo. Você sabe aquela fase hedonista do maldito poeta, é ali que eu caio na conversa do canalha.
Por isso que adoro Álvaro de Campos e as angustias e contradições do homem moderno.

Viva o Livro do Desassossego!!

Monday, January 01, 2007

Feliz Ano Novo

Você para.
espera, fica a frente do aparelho.
Com maestria e paciência aguarda
Acomoda o coração, como em um colchão macio.
Evitar o susto é fundamental

Põe uma musica ao fundo
Ela te distrai
Pouco dura
A impaciência é feito faca, te fura

Decide tomar um banho
Deixa a toalha preparada
É preciso ser rápido

Volta, é dada a hora
Acha melhor relaxar
e esquecer tudo
Pega a garrafa de vinho
coloca um filme
pensa em dormir, quando necessário for.

pois feliz ano novo...
Confesso-lhes que me dá um nó nos poucos neurônios que me resta, quando tento entender disparidade existente no ensino público no Brasil. Deixe-me explicar direito.
Faço parte de uma parcela jovial da sociedade brasileira que “sonha” em estudar em uma universidade pública, e essa parcela se afunila mais ainda quando se trata de alunos da rede pública.
Não sei por que cargas d’água essa peregrinação rumo a “Universidade Perdida” se contrasta com o repúdio em relação a escola pública. De fato o ensino fundamental, médio e básico hoje, se mantém em nível pífio, onde a camada mais pobre ou menos favorecida compõe esse fatídico quadro.
De outro lado, representando a burguesia nacional, universidades, vistas hoje como ponta de lança do “Intelectos Brasilienses”, que no requisito evolução é disputada com unhas e dentes por alunos do país inteiro.
Está ai o “X” da questão, de um lado o básico, fundamental e médio aos trancos, enquanto o superior se mantêm como a menina dos olhos para o país.
Como de costume, historiadores, cientistas sociais, pseudopolíticos e intelectuais afins, explicariam com teses fundamentadas em estudos empíricos, pesquisas de campo e historiografando o conjunto dos fatos.
No entanto, é sabido que tentar localizar aonde foi o capital erro da catastrófica situação do ensino, é como diria meu pai é “Bater em ferro frio, correr na subida ou chover no molhado”. Muito embora deixar de discutir esse ultimo não persiste como erro menor.
Então se for para condenar que sejamos justos. Floriano Peixoto, Rui Barbosa, Dutra, Getúlio Vargas, Médici, Geisel, JK, os Fernandos e por ai afora, se sintam culpados.
Mas enquanto uma reforma de verdade não acontece, me resta sair em busca da terra prometida.

Voltamos ao “Maná”.