Confesso-lhes que me dá um nó nos poucos neurônios que me resta, quando tento entender disparidade existente no ensino público no Brasil. Deixe-me explicar direito.
Faço parte de uma parcela jovial da sociedade brasileira que “sonha” em estudar em uma universidade pública, e essa parcela se afunila mais ainda quando se trata de alunos da rede pública.
Não sei por que cargas d’água essa peregrinação rumo a “Universidade Perdida” se contrasta com o repúdio em relação a escola pública. De fato o ensino fundamental, médio e básico hoje, se mantém em nível pífio, onde a camada mais pobre ou menos favorecida compõe esse fatídico quadro.
De outro lado, representando a burguesia nacional, universidades, vistas hoje como ponta de lança do “Intelectos Brasilienses”, que no requisito evolução é disputada com unhas e dentes por alunos do país inteiro.
Está ai o “X” da questão, de um lado o básico, fundamental e médio aos trancos, enquanto o superior se mantêm como a menina dos olhos para o país.
Como de costume, historiadores, cientistas sociais, pseudopolíticos e intelectuais afins, explicariam com teses fundamentadas em estudos empíricos, pesquisas de campo e historiografando o conjunto dos fatos.
No entanto, é sabido que tentar localizar aonde foi o capital erro da catastrófica situação do ensino, é como diria meu pai é “Bater em ferro frio, correr na subida ou chover no molhado”. Muito embora deixar de discutir esse ultimo não persiste como erro menor.
Então se for para condenar que sejamos justos. Floriano Peixoto, Rui Barbosa, Dutra, Getúlio Vargas, Médici, Geisel, JK, os Fernandos e por ai afora, se sintam culpados.
Mas enquanto uma reforma de verdade não acontece, me resta sair em busca da terra prometida.
Voltamos ao “Maná”.
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1 comment:
Ouvi de vc, dia desses, as palavras do eduardo Galeano que diziam que a Utopia serve exatamente para que não deixemos de caminhar...
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