Saturday, September 30, 2006

E o andarilho, querendo lembrar os tempos de fartura, resolveu fazer uma oferenda a seu santo protetor. Escolheu meticulosamente uma encruzilhada -coisa que ele conhecia como ningém por esse mundaréu de chão.
Sentou-se no sob o céu, pegou a cachaça, o arroz, farofa e a vela. Olhou para si, e para os ensejos materiais, titubeou em faze-lo, já que a cachaça não era toda cachaça, mais um sopro dela. O arroz, grãos azedos de outrora, e por fim, a vela para findar a sua noite, já quase expirando de luz. Se achou humanamente confuso, mas desperto do que ele sempre foi, e só pediu para "Obaluaê", que não fizesse tanto frio naquela noite.

1 comment:

Ju Marques said...

Nao consigo entender pq as vezes vc prefere o silencio, se de tu boca (e maos) brotam palavras que sao mágica...