Que o ser humano é arraigado de defeitos, isso ninguém prova o contrário, e que a evolução humana vem desgastando costumes, não menos. Quer dizer, poucos são educados, raros são simpáticos, uma pequena parcela ainda contém o atributo “caráter”. Mas tem um em especial, que me leva a uma certa reflexão psicosuicída. A “originalidade’ atire a primeira pedra quem já não copiou um modelito que viu na rua, uma comida que ouviu a senhora dizer no metrô, as frases prontas, o corte de cabelo, até a forma de se falar, ninguém sabe mais quem é quem. Pois é, poucos são originais, diria mais, são raríssimos os que aparecem”.
Um exemplo. Teólogos e estudiosos da área discutem a originalidade da “Bíblia”, dizem que o livro sagrado é um Plágio, e nada mais que um plágio da Mitologia Egípcia, onde hórus(O deus egípcio) foi o Deus solar e o redentor do egípcios. Hórus nasceu de uma virgem. O nascimento de Hórus era festejado em 25 de dezembro.
Hórus também era considerado a luz, o bom pastor, realizava feitos milagrosos e teria 12 discípulos (uma alusão aos 12 signos de zodíaco governados pelo sol). Teria ressuscitado um homem de nome Elazarus (Cristo ressuscitou Lázaro).
E se analisarmos mais apuradamente, percebemos que o mito da virgem grávida, que foge de Herodes em direção ao Egito, para salvar o filho (Jesus) que carrega em seu ventre não é nada mais nada menos que uma reinterpretarão da lenda de Ísis e Hórus fugindo de Seth. Moisés devia de ter tido um ódio infinito dos egípcios, quando escreveu seus livros considerados sagrados desde o início da história do povo judeu (israelitas). Naqueles primórdios ele deve ter feito incríveis peripécias para compilar lendas de vários povos longínquos e introduzi-los em suas narrativas e torná-las tão reais, que até hoje, guerras são travadas por causa destas letras no oriente.
Na esfera da literatura temos “O Roedor” (Paulo Coelho), criador de um Best Seller o célebre livro “O Zahir” livro que lhe rendeu fama e coisitas mas$$, o que pouca gente sabe é que seu livro é extremamente parecido com a história de um dos maiores escritores das Américas “Jorge Luis Borges”
Este que, escreveu sobre o mesmo tema tempos antes que o roedor tivesse titubeado rabisca-lo.
Vale lembrar que esse é apenas um exemplo, se tratando de Paulo Coelho.
Agora a bomba, A Divina Comédia de Dante Alighieri, quem diria, é um plágio. Foram necessários quase seiscentos anos para que isso fosse descoberto e a revelação viesse a público. Talvez este tenha sido o mais longo e fascinante plágio de que se tem notícia. O autor da façanha foi um dos maiores eruditos europeus do fim do século 19 e inícios do 20, o professor e arabista espanhol Miguel Asin Palácios, cuja obra La Escatologia Melómano en la Divina Comédia, publicada 1919, despertou enorme inquietação e uma viva polêmica. E muita indignação dos italianos que tudo fizeram para que ela não fosse editada na Itália.
O professor Asin Palácios, que era membro da Real Academia Espanhola, não satisfeito em demonstrar as semelhanças entre os textos de A Divina Comédia e dos autores muçulmanos, ainda se deu ao luxo de transcrevê-los e compará-los, quando necessário, em latim, espanhol e árabe. Além desse perfeccionismo, ele explica como os textos islâmicos teriam chegado até Dante. Outro trabalho de pesquisa primoroso mostra como aconteceu a absorção do Islam pela Europa Cristã. E mais: com minúcias, descreve as estreitas analogias entre Dante e o sufista cordobês Ibn Masara, para concluir que A Divina Comédia é na verdade uma compilação de textos dos místicos e filósofos muçulmanos e não “uma genial fantasia criadora de Dante”. Ou “um monumento solitário em meio dos desertos medievais”, como gostam de se referir a ela os cultores das orelhas de livros.
As semelhanças são totais. Ali se encontram o mesmo inferno, o mesmo paraíso e até as viagens. A ascensão de Dante e Beatriz, por exemplo, através das esferas do Paraíso, é uma cópia literal da ascensão alegórica de um místico e de um filósofo.
De qualquer forma e independentemente do fato de A Divina Comédia ser um plágio, nem por isso o nome de Dante Alighieri deve ser atirado ao limbo. Não deixa de ser positivo em plena Idade das Trevas, alguém utilizar textos islâmicos. O que deve ter irritado o professor Asin Palácios, profundo conhecedor da literatura árabe, é a insistência de alguns considerarem A Divina Comédia como uma “obra original”. O que confirma mais uma vez que tudo aquilo que chamamos de original é, na verdade, produto direto de nossa ignorância.
Certo dia coloquei em uma destas páginas pessoais da internet a seguinte frase.
“Em tempos de mentiras tão universais, falar a verdade se torna um ato revolucionário”
Eu também sou Humano...
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1 comment:
Tive de rir ao ler seu texto...
Não me contive.
A Divina Comédia??? Quem diria hein??? Essa é completamente nova pra mim.
Já Paulo Coelho.... ai ai... Paulo Coelho e seus joguinhos (menino danadinho...).
Agora a Bíblia, é sem dúvida um caso à parte.
Conhece a história de Pandora???? Que ao abrir a caixa libertou todos os males da Humanidade???
Pois é... Eva, e sua curiosidade... ao comer do fruto proíbido, obteve o conhecimento do q era bom e do q era mau, e desde então vemos todas essas maldades rolando soltas por aí...
Por acaso????
Não! Não... Eu acho q não...
Beijocas
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