Na impossibilidade de dizer o que sinto sobre a vida, eu apenas penso, penso que não posso escrever, nem andar, tão pouco respirar-la, não sinto, só fadigo-a.
Vontade de tremer em cima dela, essa vadia sem nome, esse púlpito sem deus.
Vontade de tremer em cima dela, essa vadia sem nome, esse púlpito sem deus.
Gozar dos seres que imagino que não existem, e só assim posso estar em todos os lugares ao mesmo tempo, nos translados da memória, da poesia sem memória.
Sem passado, no passo dos pássaros anuviados.
Sinto que vejo tudo ao meu redor, é infinitamente belo, dos compêndios, dos convivas que me circundam é só luz e saudade, sem dialética, nada sagrado, nem profano apenas a vontade dos pingos chuvosos, da luz da manhã e o escurecer do dia.
Calemos por um instante
diante de nós mesmos
juntemos um montante
do abraço doloroso do dia
jogue-o pela janela
sem rima, sem prece
finde ali
no guardião das coisas sem sentido
onde moram os ventos, as luzes e o movimento das águas perenes.
Sem passado, no passo dos pássaros anuviados.
Sinto que vejo tudo ao meu redor, é infinitamente belo, dos compêndios, dos convivas que me circundam é só luz e saudade, sem dialética, nada sagrado, nem profano apenas a vontade dos pingos chuvosos, da luz da manhã e o escurecer do dia.
Calemos por um instante
diante de nós mesmos
juntemos um montante
do abraço doloroso do dia
jogue-o pela janela
sem rima, sem prece
finde ali
no guardião das coisas sem sentido
onde moram os ventos, as luzes e o movimento das águas perenes.
2 comments:
Talvez não haja mesmo necessidade de se explicar qualquer coisa sobre a vida. Talvez as explicações, que eu tanto prezo, sejam, de fato, denecessárias... ofuscadas pelas memórias, pelos seres (imaginários ou não) que fazem parte dela, pelos deuses que adoramos ou ignoramos, pela poesia.
Acho sim, que a vida ou as explicações sobre ela são ofuscadas tantas vezes pela poesia... e pelo sentimento, tão superiores às essas coisas concretas.
Não existem razões, nem mesmo moral. é só o ser e o estar.
E talvez o guardião de tantas saudades e explicações, e coisas sem sentido, esteja dentro de nós mesmos. Frente a quem nos calamos agora, a pedido seu.
(Eu deveria estar pesquisando algo sobre Psicologia, pensamento abstrato, Piaget... mas não resisti e vim aqui "te ver"- Ainda bem! Valeu a pena! Te amo...)
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