Wednesday, January 03, 2007

Que burrice a minha.
E eu que pensei em Fernando Pessoa como o surpreendentemente nilista, vendo melhor de cima observo que não passa de um pedaço de coração fundindo na caldeira do sonho.
E constantemente ele faz isso comigo. Você sabe aquela fase hedonista do maldito poeta, é ali que eu caio na conversa do canalha.
Por isso que adoro Álvaro de Campos e as angustias e contradições do homem moderno.

Viva o Livro do Desassossego!!

2 comments:

Ju Marques said...

Dele, uma frase:
"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu"...

Tabacaria...

Ju Marques said...

Na folha em branco, inspiração se alinha e,
ainda assim, de todo não se esvai.
É como o vento sacudindo a vinha;
Existe sempre a uva que não cai.

Por isso poeta nunca se avizinha
do esgotar dos versos, e ademais...
há sempre uma poesia que caminha
no rastro de uma outra que se faz.

Portanto, nenhum poema é o derradeiro
pela exclusiva decisão de vós.
E ainda que, por essas caminhadas.

Deus vos decida convocar primeiro,
os versos de antes voltarão após,
para inspirar, do céu 'vossa amada'

[José Luiz D'Amico]

Ao poeta dos "oím" verdes, que nucna mais eu vi...