Tuesday, January 16, 2007

Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não o tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperança nem saudades...que posso presumir da minha vida de amanhã, Senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, Até através da minha vontade...não quero mais da vida do que senti-la perder-se Nestas tardes imprevistas

Fernando Pessoa

Sem comentários...

2 comments:

Ju Marques said...

Gosto do Fernando Pessoa, mas ele me entristece as vezes... Tomara que não faça o mesmo com vc!

Seu futuro há de ser brilhante, e na pior das possibilidades, sempre teremos os sonhos um do outro pra compatilhar, e nunca lhe faltará ombro, colo e abraço!

Só a partir daí dá pra ver q ao contrário dele, vc tem uma vida chea de encantos, e brilho, e cores (ainda q apenas as minhas) à te esperar...

E na falta de possibilidades, e no excesso de realidade, sonhe mais, e busque menos razões...

Plano A: Tentar
Plano B: ir até o Z...

(se deus existe, ele é bem cruel por prmitr tanta fragilidade...)

"ai lóvi iu beibe"

Ju Marques said...

[ENTRE O SONO E SONHO]

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.

(Fernando Pessoa)