Divido o infinito em várias partes
Jogo-as no chão.
E numa poça d’água límpida as vejo
Agitam-se em movimentos excêntricos
Coreógrafa o circense, o labirinto,
o vivo
Eis que me aproximo
e com mãos de deus as pego
algumas escapam
outras gotejam em mim.
Inútil doma-las
No lugar novamente levanto-me.
uns passos ao contrário
rodopio,
e caio de braços na candura do céu estrelado.
Na vida sem fim...
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2 comments:
Esse eu já conheço...
Inútil doma-las.
Ouvindo: "... eu me pergunto: com que roupa... com que roupa eu vou? pro samba q vc me convidou..."
Lendo Pablo Neruda:
"...Quero saber se você vem comigo
a não andar e não falar,
quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como o faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu
com eu te dou o meu
com uma condição: não nos compreender..."
Escrevendo as mesmas banalidades de sempre:
"Que bom q eu tenho vc do meu ladinho..."
Bj
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