Thursday, July 26, 2007

Queria escrever sobre coisas tão importantes e lindas que nem sei como seriam. Buscar lá na memória coisas fora do absoluto e concreto.
Escrever sem sentido como agora, sem necessidade de escrever, desprendido de tudo que há, ser o maior prolixo que já existiu, falar e falar e falar compulsivamente, sem ninguém para me ouvir, só o silêncio, o branco, bem grande e onipresente.
Será eu e só.
Ficar distante o bastante de mim, me sobrevoar e lá de cima ver que sou um tanto volátil e ignaro, e ficar feliz por isso, verei quem realmente sou, tentar de alguma maneira melhorar, a auto-flagelação.
Ver a felicidade estampada perto das letras.
Na verdade, não há verdade e tudo é mentira, pura falsidade.
Morrer também seria bom, um final brilhante, dormir e “acordar morto” em um dia frio, se possível sábado.
Pouca gente no meu velório, só meu cachorro sarnento chamado “Assis”, uma velha vizinha Dona Esmeralda, o cara do aluguel (nem sei seu nome, mas o chamo de Sr. Furato, todos os chamam assim).
Algumas velas acesas, pouca luz, um cheiro insuportável de sessão da tarde. Ninguém chora no meu velório, também não conversam, só estão fazendo uma sala para o desconhecido.
E eu estou com um sorriso estampado, daqueles que minha mãe dizia ver nos velórios que ia.
E assim findava meu dia...
Mas só Assis me acompanhava até o túmulo, me cheirava e dava o ultimo latido.

Ta vendo consegui ser prolixo...rs

3 comments:

Ju Marques said...
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Ju Marques said...

Cruz credo ave maria... Misericórdia!

bate na madeira três vezes!!!

toc toc toc

Ju Marques said...

Tudo bem.... o cachorrinho era um "cara" simpático...