Hoje acordei com um refrão de um RAP na cabeça, levantei, sai de mãos dadas comigo, e vi que só me restavam dez minutos para me arrumar em direção a mais um dia de “Lida” (todos os dias é assim, em dez minutos me apronto).
Mas enquanto escovava os dentes, me veio à cabeça uma outra coisa, ou melhor uma cena, a do curta metragem chamado “Nada declarar”, é o retrato da elite brasileira através de um artista em estado crítico, um diretor de cinema concede uma entrevista - enquanto degusta vinhos e tira-gostos. Durante a entrevista, critica os recentes rumos tomados pelo meio artístico brasileiro. Porém, o que acontece na tela é tão revelador sobre essa realidade quanto seu discurso. O filme tem um tom provocador e debochado fala também sobre impressões urbanas e humanas que marcam profundamente um povo e suas mazelas sociais.
E como um autêntico burguês ele não tinha “nada a declarar”o personagem vivido pelo ator Bruce gomlevsky, onde dizia e “desdizia” aleatoriamente. No entanto diferente do que se vê, ele não se perfazia nas questões, discorria apenas do que vivenciava, e isso é sem dúvidas seria um marco na história, um burguês não hipócrita!!!
Agora por que estou falando isso? Sei lá, talvez porque tenho um pouco dele, ou melhor todos nós somos ou pelo menos seremos assim um dia, eqüidistantes do real, voláteis ao imaginário que dificilmente gostaríamos que voltasse.
Aé, o refrão era do Raper Sabotage e dizia assim:
Musica “O invasor”
{Refrão}
Não sei que mata mais
A FOME O FUZIL OU O EBOLA??
Quem sofre mais os presos daqui ou de angola??
O que nos resta é espalhar que deus existe agora é a hora
Por que a paz plantada aqui irá dar flor lá fora.
É isso...mais nada a declarar.
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