Tuesday, September 16, 2008

Essa é para o Santo


Olha, eu tenho exatamente 51 minutos para escrever isso aqui, olha que eu não estou brincado, pois se eu exceder essa meta ficarei um tanto quanto insatisfeito comigo “mesmo”.

Pois bem, antes de mais nada o problema é o seguinte, ando meio em desalento com uma coisa que percebi há um tempo atrás, uns 15 dias. Eu sei que vou novamente ser chato e prolixo – e isso realmente é uma marca minha – e vamos concordar que já não tem mais jeito, mas esse blog tornou-se aquilo que eu mais temia nesta vida, ele realmente está com uma cara dos infernos de “diário” de adolescente, nada contra, pelo contrário há muita coisa bem bacana por ai, é que não combina muito comigo, talvez até combine, mas sei lá, foda-se também.

Voltando ao assunto de ser chato vamos às vias de fato - olha que rimou-, comecei com um “cardinal” ali vocês perceberam não foi , pois é, e não foi de propósito, pelo contexto pediria mesmo isso ai. Bom, não bancando o pertinente e descrente de algumas coisas do mundo, tão pouco desmistificador da secularidade do assunto a frente , mais devo confessaruma coisa, estava eu com meus botões pelos os bares afora e percebi que...continua ai embaixo

Você vai no bar pede uma dose de qualquer etílico, vodka, pinga, menta, conhaque –muito apreciado por “mim” diga-se de passagem – Martine e por ai vai, e o cara do lado de dentro do balcão te serve naquele copo americano uma dose de qualquer veneno deste. E você dá aquele primeiro gole sarado na “mardita”, guenta firme dá um tempo, ouve uma conversa de tiozão aqui, dá uma secada na bunda daquela fulana acolá, e tá tudo tranquilo.
Segunda etapa, é hora de encarar uma outra golada, você já afeiçoado com o liquido levanta o copo e tóme para baixo. É a hora da filosofia de bar, tú encosta o cotovelo no balcão, e começa a pensar sobre a vida e fica ali divagando bem devagar, mais é hora de acordar para ela, então você -o camarada- olha o copo e lá está um meio gole, não um gole efetivamente gole, que nem pende para uma merreca tampouco aquele que te dá a satisfação natural de uma goela cheia de cachaça. É ai que entra a falácia, o cara não vai beber algo indefinidamente como um gole e então que se faz o desperdício e diz “Essa é para o Santo” – nem sempre se fala, apenas inclina-se o copo e bye-bye, e quem sai sorrindo é o dono do bar.

Você sentiu tamanho da encrenca que os donos de bares se meteram, além de estarem incitando a Heresia, pois ninguém oferenda de coração ao Santo, mais porque é induzido ao mesmo, e outra, o consumidor é de forma clara obrigado a tomar outra dose e outra dose tornando um circulo "vicioso" induzindo o consumidor a atrelar-se ao seu estabelecimento e outros


Pois bem, faltam apenas 2 minutos para os 51 cravados, e fica aqui minha indignação com todos os servidores de cachaça pelos botecos afora, e eles pensam que me enganam




E aproveitando o ensejo, abaixo aos copos americanos, tinha que ser americano pô. (risos)

2 comments:

Ju Marques said...

Essas considerações do dia-a-dia não são tão "desnecessárias" qto vc pensa, já que cada um é TÃO CADA UM que é legal dividir essas visões inusitadas das coisas que nos cercam...

Tipo essa coisa toda de não querer dividir a cachaça com o pobre do Santo, oras bolas. Deixe de ser egoísta!

LadoBbrasil said...

Calma Thiago, nomenclaturas a parte, somos americanos, oras. Não vem especificando se é o americano do sul, centro ou norte...toma mais uma, que tudo se ajeita.